quinta-feira, janeiro 31, 2008
quarta-feira, janeiro 30, 2008
domingo, janeiro 27, 2008
*

Nessa branquidão Alice decide manchar sua serenidade de lágrimas vermelhas. Opacas. reluzentes e dispersas.
Visões além e adiante.
Brancas, eu acho.
Pont(o)u-ação.
É. tudo uma questão de pontuação.
Sem. Com sentido. Conssentido?
Palavras dessa língua. Mas em nenhum momento falei da sua lígua. Então, por favor, não me interrompa.
Sem loucuras. Cem loucuras, faço sim.
Mas mesmo que essas loucuras signifiquem cores?
- Sim.
- Todas as cores, sou o branco lembra?
- Mas e a ação?
Nada além do foi, é, será. Comissão-Omissão. Comissão por omissão?
Só se a trema permanecer branca.
terça-feira, janeiro 22, 2008
segunda-feira, janeiro 21, 2008
sábado, janeiro 19, 2008
sexta-feira, janeiro 18, 2008
quinta-feira, janeiro 17, 2008
.epígrafe.
Epígrafe.
"Depois de todas as tempestades e naufrágios, o que fica de mim em mim é cada vez mais essencial e verdadeiro."
C.F.A
"Depois de todas as tempestades e naufrágios, o que fica de mim em mim é cada vez mais essencial e verdadeiro."
C.F.A
quarta-feira, janeiro 16, 2008
será que algum dia em toda minha vida vou conseguir comprar apenas o livro que inicialmente iria comprar?
terça-feira, janeiro 15, 2008
domingo, janeiro 13, 2008

[Clarice Lispector, sem título, 1975]
"Uma vez irei. Uma vez irei sozinha, sem minha alma desta vez. O espírito, eu o terei entregue à família e aos amigos, com recomendações. Não será difícil cuidar dele, exige pouco, às vezes se alimenta com jornais mesmo. Não será difícil levá-lo ao cinema, quando se vai. Minha alma eu a deixarei, qualquer animal a abrigará: serão férias em outra paisagem, olhando através de qualquer janela dita da alma, qualquer janela de olhos de gato ou de cão. De tigre, eu preferiria..."
(...).
(...).
Clarice Lispector
.28 de Janeiro.
[São Luís by me]
28 de Janeiro
Hoje é dia de mudar de casa, de rua, de vida. As malas sufocam os corredores. Pelo chão restam plumas amassadas, restos de purpurina, frangalhos de echarpes indianas roubadas, pontas de cigarros.
(...)
Hoje é dia, mais uma vez, de mudar de casa e de vida. Os olhos buscam signos, avisos, o coração resiste (até quando?) e o rosto se banha de estrelas dormidas de ontem, estrelas vagabundas encontadas pelas latas de lixo abundantes de London, London, Babylon City. ALguém pergunta: "O que é que se diz quando se está precisando morrer?" Eu não digo nada, é a minha resposta.
(...)
Amanhã é dia de nascer de novo. Para outra morte. Hoje é dia de esperar que o verde deste quase fim de inverno aqueça os parques gelados, as ruas vazias, as mentes exaustas de bad trips. Hoje é dia de não tentar compreender absolutamente nada, não lançar âncoras para o futuro. Estamos encalhados sobre estas malas e tapetes com nossos vinte anos de amor desperdiçado, longe do país que não nos quis. Mas amanhã será quem sabe acerto as contas e Jesuzinho nos pagará todas as dívidas? Só que já não sei se ainda acredito nele.
(...)
Meu coração vai batendo devagar como uma borboleta suja sobre este jardim de trapos esgarçadosem cujas malhas se prendem e se perdem os restos coloridos da vida que se leva. Vida? Bem, seja lá o que for isto que temos...
Fragmento de "Lixo e Purpurina". Ovelhas Negras. C. F. A.
sábado, janeiro 12, 2008
sexta-feira, janeiro 11, 2008
Sem data
Claro, o dia de amanhã cuidará do dia de amanhã e tudo chegará no tempo exato. Mas e o dia de hoje?
Só quero ir indo junto com as coisas, ir sendo junto com elas, ao mesmo tempo, até um lugar que não sei onde fica, e que você até pode chamar de morte, mas eu chamo apenas de porto.
.......framento de "Lixo e Purpurina". Ovelhas Negras. C.F.A.
Claro, o dia de amanhã cuidará do dia de amanhã e tudo chegará no tempo exato. Mas e o dia de hoje?
Só quero ir indo junto com as coisas, ir sendo junto com elas, ao mesmo tempo, até um lugar que não sei onde fica, e que você até pode chamar de morte, mas eu chamo apenas de porto.
.......framento de "Lixo e Purpurina". Ovelhas Negras. C.F.A.
quinta-feira, janeiro 10, 2008
quarta-feira, janeiro 09, 2008
domingo, janeiro 06, 2008
.[].
- É, talvez sejam as músicas mesmo! - ela pensou.
A palavra pode ser muito bem usada ou não. Nesse caso a melhor palavra é o silêncio, porque não há construções belas e literárias na minha mente.
- Nem as ouço tanto assim.
Quero as Horas Nuas, pipas ainda não....
As horas passam tão devagar agora, mas só nesse momento mesmo....
Só sobra eu. E. As luzes da cidade.
Fim.