segunda-feira, maio 26, 2008
Foto: Mario Marthans.
Praia do Silêncio. Região Metropolitana de Lima.
Poema Transitório
(...) é preciso partir
é preciso chegar
é preciso partir é preciso chegar... Ah, como esta vida é urgente!
... no entanto
eu gostava mesmo era de partir
...e - até hoje - quando acaso embarco
para alguma parte
acomodo-me no meu lugar
fecho os olhos e sonho:viajar, viajar
mas para parte nenhuma
...viajar indefinidamente
...como uma nave espacial perdida entre as estrelas.
(Mário Quintana)
do silêncio da partida...do silêncio da estada...do silêncio do nada.
quarta-feira, maio 21, 2008
quarta-feira, maio 07, 2008
terça-feira, maio 06, 2008
.lasarbolesacostadotuio.
"Mas há a vida que é para ser intensamente vivida, há o amor. Há o amor. Que tem que ser vivido até a última gota. Sem medo. Não mata"
(Clarisse Lispector)
[das coisas que me fazem sorrir, do abraço que não cansa, do beijo que não me irrita, do espaço que se respeita, das palavras que me caem lágrimas, dos gestos que me fazem rir, do pocisionamento que me faz pensar. Que seja então...de pronto].
segunda-feira, maio 05, 2008
quinta-feira, maio 01, 2008
.(Do imoldável)
Foto: MilenaMarília
(Do imoldável)
Se tornou água no momento que faltava quinze para as três.
Que não brotava nada ainda de suas cabeça, não se saía casulos de seus fios de cabelo. Saía os últimos raios de sol no final do entardecer.
O tempo consolidou cada vez mais o imoldável. A água. Inodora, incolor, insípida.
Ponto de evaporação. Ponto de condensação.
- Teu olhar me condensou.
- Apenas porque o teu me evaporou.
Não temos tempo. Tempo? Porra, caralho de relativo tempo?
O tempo imóldavel saía agora de sua cabeça. Não podia esperar as horas para o amanhecer, e muito menos que fosse três e três e três da manhã. Número é só uma idéia, nem existe afinal.
É dificil viver assim, no que não existe, no que não se molda, no porvir do anoitecer, já que o sol se pôs.
- Gosto assim porque teu vestido fica da cor dos teus olhos.
- Mora comigo?
Do medo fez-se vento. Que agora soprava na minha cara. Interferência solar, ondas de microondas e um barco no alto teto do prédio de vinte andares. De madeira deslizava por suas mão o remo também. No momento em que as lembranças de estarem sobre aquelas águas um pouco verdes é verdade; (também refletia nos teus olhos) de vida.
Com a respiração mais profunda deslizando nos casulos meus - de cabelos - se tornou borboleta. Moldada, por vinte e quatro horas. Agora um recipiente, verde, pra por favor, moldar a água dos teus olhos. Porque vi cair.
- Nessa vida?
- Agora.