quarta-feira, fevereiro 28, 2007
terça-feira, fevereiro 27, 2007
sexta-feira, fevereiro 23, 2007
quarta-feira, fevereiro 21, 2007
terça-feira, fevereiro 20, 2007
segunda-feira, fevereiro 19, 2007
.contato.

"Na sétima séria estavam estudando o "pi". Era uma letra grega parecida com a arquitetura em Stonehenge, na Inglaterra: dois pilares verticais ligados por uma barra em cima. Se alguem media a circuferência de um círculo e depois a dividia pelo diâmetro desse círculo, isso era pi. EM casa Ellie pegou a tampa de um vidro de maionese, passou um barbante em sua volta, esticou o barbante, e, com uma régua, mediu a circunferência do círculo. Fez a mesma coisa com o diâmetro e, efetuando uma longa conta, dividiu um número pelo outro. Obteve 3,21. Aquilo pareceu bastante simples.
No dia seguinte, o professor, sr. Weisbrod, ensinou que pi era igual a aproximadamente 22/7, ou cerca de 3,1416. Na verdade, porém, se a pessoa desejasse extidão, era um número decimal que continuava crescendo a vida toda, sem parar, nunca repetindo a sequencia de algarismos. A vida toda, pensou Ellie.
(...)
"como é que se pode saber que os decimais continuavam a vida toda, sem acabar?"
"é assim porque é", disse o professor, com certa rispidez.
"mas por quê?Como é que o senhor sabe? como se pode contar os decimais a vida toda, sem acabar?"
"Sr. Arroway."O professor estava consultando a lista de chamada. "Essa pergunta é boba. Está nos fazendo perder tempo."
(...)
Depois de terminadas as aulas, ela foi de bicicleta à uma universidade próxima, a fim de consultar livros de matemática. Pelo que pode discernir do que leu, a pergunta que fizera não era tão boba assim. Segundo a Bíblia, os antigos hebreus haviam considerado que pi era exatamente igual a três. Os gregos e romanos, que sabiam muita coisa de matemática, não tinham nenhuma ideia que os algarismos de pi prosseguissem eternamente, sem repetição. Na verdade isso só havia sido descoberto há 250 anos. Como se poderia esperar que ela soubesse s não podia fazer perguntas?
(...)
O livro dizia mais uma coisa: pi era um número "transcedental". Não existia nenhuma equação, contendo números comuns, que fosse capaz de dar pi, a menos que essa equação fosse infinitamente longa. Ellie havia apredido por si mesma um pouco de álgebra e sabia o que significava isso. E mais: pi não era o único número trancedental. Na realidade existia uma infinidade de números transcdentais. Mais ainda: existiam infinitamente mais números transcedentais de que números ordinários, mesmo que o pi fosse o único deles de que ela já havia ouvido falar. Em mais um sentido, pi estava ligado ao infinito.(...)"
domingo, fevereiro 18, 2007
.sobre (meu) pré-carnaval.
sábado, fevereiro 17, 2007
segunda-feira, fevereiro 12, 2007
domingo, fevereiro 04, 2007
.num lugar qualquer.
Vestia branco, e bermudas de surfista. Tênis branco surrado.
Tocava em seu som a música hit da novela das 8. Estava no repeat.
Fui ao banheiro e passei por suas vendas de cd´s, dvd´s piratas, variados.
O hit não parava de tocar. Passavam das 1 da manhã em meu relógio.
Ele estava sentando de costas pra onde eu estava. Num banquinho de madeira, velho. Apoiava os cotovelos em suas pernas. Seu rosto ficava enrrugado nos lados. Feição meio triste, meio apaixonada, meio sonolenta. Olhos castanhos. Tristes.
Chegaram dois pra olhar dvd´s, o moreno mediano se lenvantou do transe e mostrou alguns de sua estante abaixo do som cinza.
Meu ônibus partiu.